Hoje tive um surto feminista na aula da Texto, vi esse poema e todas as garotas que lêem esse blog vão ter que me dizer se é assim com elas também; porque, eu achei que isso era uma coisa individual, mas percebi que não... todas as garotas da aula comentando sobre foi algo realmente assustador... enfim.
Às seis da tarde
Marina Colasanti
Ás seis da tarde
as mulheres choravam
no banheiro.
Não choravam por isso
ou por aquilo
choravam porque o pranto subia
garganta acima
mesmo se os filhos cresciam
com boa saúde
se havia comida no fogo
e se o marido lhes dava
do bom
e do melhor
choravam porque no céu
além do basculante
o dia se punha
porque uma ânsia
uma dor
uma gastura
era só o que sobrava
dos seus sonhos.
Agora
às seis da tarde
as mulheres regressam do trabalho
o dia se põe
os filhos crescem
o fogo espera
e elas não podem
não querem
chorar na condução
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quinta-feira, 13 de março de 2008
Crianças:
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Eu quero minha poesia de volta!!!
Saí ontem na chuva,
Me perdi na multidão,
Os homens se entreolhavam
Mas eu não estava ali.
Estava perdido,
Voando por aí,
Sem malas,
Sobrou só minha poesia.
A água representa por fora
As lágrimas que escorrem por dentro,
Meu peito aberto
Absorve tudo a minha volta.
Eu sou o filho do vento,
Eu sou o primo da luz,
Nunca houve amor em mim,
Nunca houve sentimento algum.
E de repente o de repente envelheceu,
Caducou de tanto esperar
Pelo que não viria afinal,
Pela busca eternizada do nada.
Nefilins saciados na calçada
Me mostram o que eu não quero ver,
Me fazem o que eu não quero ser
E depois riem de mim.
Sorriso sem graça,
Espontaneidade falsa,
Educação forjada
E uma causa sem perspectivas.
Eu quero minha poesia de volta!
Eu quero minha poesia de volta!
Eu quero minha poesia de volta!
Pois eu quero uma vida afinal...
Mamãe, eu quero ser dadaísta!!!
Me perdi na multidão,
Os homens se entreolhavam
Mas eu não estava ali.
Estava perdido,
Voando por aí,
Sem malas,
Sobrou só minha poesia.
A água representa por fora
As lágrimas que escorrem por dentro,
Meu peito aberto
Absorve tudo a minha volta.
Eu sou o filho do vento,
Eu sou o primo da luz,
Nunca houve amor em mim,
Nunca houve sentimento algum.
E de repente o de repente envelheceu,
Caducou de tanto esperar
Pelo que não viria afinal,
Pela busca eternizada do nada.
Nefilins saciados na calçada
Me mostram o que eu não quero ver,
Me fazem o que eu não quero ser
E depois riem de mim.
Sorriso sem graça,
Espontaneidade falsa,
Educação forjada
E uma causa sem perspectivas.
Eu quero minha poesia de volta!
Eu quero minha poesia de volta!
Eu quero minha poesia de volta!
Pois eu quero uma vida afinal...
Mamãe, eu quero ser dadaísta!!!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Confusão!!!
Viva o prisma pintado no céu!
Viva o óculos quebrado na cara!
O caos está lançado ao chão.
Somos escravos de nossos anseios,
As mulheres mantém a mão junto ao seio,
Enquanto os homens pintam portões.
As cores tangenciam a morte,
A desgraça fica sob holofotes,
Estamos todos na mesma prisão.
Nosso suor cada vez mais mundano,
Coloca tudo debaixo dos panos
E deixa os restos jogados aos cães.
Será que fiquei louco de repente?
Alucinei, delirei e dancei?
Ouvindo o grito abafado dos homens percebo que não.
Será que não há como vencer?
Estilizar, reclamar o poder?
Ouvindo os tiros da linha de frente percebo que não.
Viva o canário que ganhou cinco prêmios!
Viva o suco de lantejoulas!
Nossas bocas cansadas já não dizem não.
O dia nublado é o alento dos fracos,
A chuva separa e agrupa os fatos,
As freiras povoam os pequenos galpões.
Bancos de praças são pintados de verde,
Os aposentados se deitam nas redes,
Todos choramos sem que haja razão.
Uma morena sorri lentamente
E eu meio sem jeito com meu jeito pra frente,
Esqueço dos calos do meu coração!!!
Viva o óculos quebrado na cara!
O caos está lançado ao chão.
Somos escravos de nossos anseios,
As mulheres mantém a mão junto ao seio,
Enquanto os homens pintam portões.
As cores tangenciam a morte,
A desgraça fica sob holofotes,
Estamos todos na mesma prisão.
Nosso suor cada vez mais mundano,
Coloca tudo debaixo dos panos
E deixa os restos jogados aos cães.
Será que fiquei louco de repente?
Alucinei, delirei e dancei?
Ouvindo o grito abafado dos homens percebo que não.
Será que não há como vencer?
Estilizar, reclamar o poder?
Ouvindo os tiros da linha de frente percebo que não.
Viva o canário que ganhou cinco prêmios!
Viva o suco de lantejoulas!
Nossas bocas cansadas já não dizem não.
O dia nublado é o alento dos fracos,
A chuva separa e agrupa os fatos,
As freiras povoam os pequenos galpões.
Bancos de praças são pintados de verde,
Os aposentados se deitam nas redes,
Todos choramos sem que haja razão.
Uma morena sorri lentamente
E eu meio sem jeito com meu jeito pra frente,
Esqueço dos calos do meu coração!!!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Embriagai-vos!"
É necessário estar sempre bêbedo.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo,
que vos abate e vos faz pender para a terra,
é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas - de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes,
nos degraus de um palácio,
na verde relva de um fosso,
na desolada solidão do vosso quarto,
despertardes,
com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala,
perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder:
- É a hora da embriaguez!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,
embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Charles Baudelaire
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo,
que vos abate e vos faz pender para a terra,
é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas - de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes,
nos degraus de um palácio,
na verde relva de um fosso,
na desolada solidão do vosso quarto,
despertardes,
com a embriaguez já atenuada ou desaparecida,
perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala,
perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder:
- É a hora da embriaguez!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,
embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.
Charles Baudelaire
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Aos dias recentes
Depois de botar medo em alguns bixos;ter brincando d uma brincadeira cretina ontem;ter feito vaquinha com a isa e o phehffys para comprar 6 pães e 6 fatias de presunto e queijo,nada além disso;depois de ter tomado porres em cima de porres e ter sido cantada por uma prostituta,é impossível não lembrar de umas frasses que eu rabisquei,sem nunca ter nem pensado que poderiam ser tão verdadeiras...
"O tempo se esvai
E sorrisos fáceis
Abraços mornos
Essa manhã passa
Como passa todas as manhãs
Deixando no ar a interrogação
De o que virá após
Tudo voa sem que eu perceba
Se percebo finjo não saber
Prefiro acreditar em felicidade eterna
Hoje
Do que em sentimentos passageiros
Amanhã
Ilusões doces e agradavéis
Assim semeio minha vida
E vai
Com gestos sinceros
Irresponsabilidades inteligentes
Fuga pródiga
Que mais um dia passa
E com ele passa e fica o passado
Aguardando
Um novo raiar que não vai chegar
Essa rotina maravilhosa
Sempre a me superar
Por ainda me surpreender
Não quero nunca que isso acabe
A infância da minha adolescência
Com seus motivos tão superficiais
Para me deixar cada vez mais feliz
Ou triste
Ou enfim
deixar-me"
Enfim,é isso o que sinto:receio por um amanhã responsável,e esse amadurecer prematuro,repentino e retardado.Tenho medo do amanhã,e da falta de controle que tenho sobre ele.
É,absolutamente estranho,escrever intimidades,para não se sabe quem,por sabe-se lá qual motivo ler.
Isso interessa alguém???
Não sei.
"O tempo se esvai
E sorrisos fáceis
Abraços mornos
Essa manhã passa
Como passa todas as manhãs
Deixando no ar a interrogação
De o que virá após
Tudo voa sem que eu perceba
Se percebo finjo não saber
Prefiro acreditar em felicidade eterna
Hoje
Do que em sentimentos passageiros
Amanhã
Ilusões doces e agradavéis
Assim semeio minha vida
E vai
Com gestos sinceros
Irresponsabilidades inteligentes
Fuga pródiga
Que mais um dia passa
E com ele passa e fica o passado
Aguardando
Um novo raiar que não vai chegar
Essa rotina maravilhosa
Sempre a me superar
Por ainda me surpreender
Não quero nunca que isso acabe
A infância da minha adolescência
Com seus motivos tão superficiais
Para me deixar cada vez mais feliz
Ou triste
Ou enfim
deixar-me"
Enfim,é isso o que sinto:receio por um amanhã responsável,e esse amadurecer prematuro,repentino e retardado.Tenho medo do amanhã,e da falta de controle que tenho sobre ele.
É,absolutamente estranho,escrever intimidades,para não se sabe quem,por sabe-se lá qual motivo ler.
Isso interessa alguém???
Não sei.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Como eu sou o único mebro do trio que lembra da existência desse lugar de delírios e alucinações... vou postar novamente...
graças à minha falta de inspiração nesse dia chuvoso e cheio de burocrácia, resolvi postar uma música que escrevi há alguns meses atrás...
Ah
Não perca a vida de vista
Não perca o céu do fim de tarde
Não perca o amor da sua vida
Não perca nunca a amizade
Ah
Não perca o Sol de brigadeiro
Não perca a luz dos olhos teus
Não perca um segundo inteiro
Não perca seu corpo do meu
Pois aqui no céu impera a liberdade
Segundo a lei ninguém é de ninguém
E então vem ver os resultados desse nosso alarde
Mas vê se depois fica comigo meu bem
Eu sou seu
Você é minha
Minha rainha
Eu sou seu
Você é meu
Meu plebeu
Ah
Não perca nunca a cabeça
Não perca a nota do violão
Não perca a música lenta
Não perca a revolução
Ah
Não perca o mar revoltoso
Não perca o X da questão
Não perca o beijo carinhoso
Não perca o teu coração!!!
(meu eu-lírico é tão boiola às vezes)
graças à minha falta de inspiração nesse dia chuvoso e cheio de burocrácia, resolvi postar uma música que escrevi há alguns meses atrás...
Ah
Não perca a vida de vista
Não perca o céu do fim de tarde
Não perca o amor da sua vida
Não perca nunca a amizade
Ah
Não perca o Sol de brigadeiro
Não perca a luz dos olhos teus
Não perca um segundo inteiro
Não perca seu corpo do meu
Pois aqui no céu impera a liberdade
Segundo a lei ninguém é de ninguém
E então vem ver os resultados desse nosso alarde
Mas vê se depois fica comigo meu bem
Eu sou seu
Você é minha
Minha rainha
Eu sou seu
Você é meu
Meu plebeu
Ah
Não perca nunca a cabeça
Não perca a nota do violão
Não perca a música lenta
Não perca a revolução
Ah
Não perca o mar revoltoso
Não perca o X da questão
Não perca o beijo carinhoso
Não perca o teu coração!!!
(meu eu-lírico é tão boiola às vezes)
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