segunda-feira, 25 de abril de 2011
Bandolins
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Some rhyme, some ching.
Most of them are clockwork.
Let's go into the other room
And make them work.
domingo, 1 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sobre-Potência.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sobre tudo aquilo que não quero lembrar ou "Shine on you, Crazy Diamond"
E se você cruzar comigo por acaso, não me pergunte, não vamos falar disso não. O que foi morto, há de permanecer enterrado, com todo o peso que se carrega com tanta terra jogada por cima. Permanecerá mudo e sutilmente, ocupará aquele pequeno espaço que lhe restou, num canto esquecido e empoeirado, um arquivo qualquer entre tantos.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Junho, vigésimo primeiro.
há de ser o que morreu.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Por que não?
Uma pena que, apesar de ser assim desde sempre, continua sendo novidade para tantos.
Todos pasmando, incrédulos, como se fosse uma novidade inacreditável.
E mais uma vez, saiu imponente, inabalável, e a negação da verdade oscilando, de um rosto para o outro, rostos abobalhados.
Mas foi assim que foi, e vai continuar sendo enquanto ninguém impedir.
Talvez ninguém queira, talvez eles gostem dessa situação de se fingirem de inocentes.
[eu quis contar uma coisa, mas acho que não consegui .-. - de novo]
quinta-feira, 18 de março de 2010
Seven Seas
You must understand, it’s easy, but is not that easy.
900.
Ler, corrigir, rever, agradar, estar sempre de bom humor, estar sempre disposta, estar sempre ali e saber de tudo. It’s easy, but it’s not that easy.
Dá algumas dores musculares, e arranha a garganta. But I like it.
600.
Acoradar sempre atrasada, e lavar, cozinhar, arrumar, limpar, deixar tudo
E tudo isso para bagunçar de novo. But I like it.
400.
Lembrar de você, sentir sua falta, fugir de tudo para ficar com você. It’s easy, but it’s not that easy.
É desengonçado, e perigoso, but I like it.
300.
Sair, beber, esvair, ouvir, falar, compartilhar. It’s easy, but it’s not that easy.
Tanto desentendimento, tanta desordem. But I like it.
200.
There’s a secret one. It’s easy, but it’s not that easy. But I like it.
150.
Ser paciente, te ouvir, te obedecer. It’s easy, but it’s not that easy.
Eu falho quase sempre. But I like it.
Planejar, sonhar, sonhar, sonhar. E sonhar. It’s easy, but it’s not that easy.
E eu não me canso, por mais cansativo que seja. I really like it.
-170.
You must understand. It’s easy, but it’s not that easy.
terça-feira, 9 de março de 2010
Vulnéravel
E sobrou tão pouco. Sobrou tanto pouco, pouco saliente,pouco transbordando. E de tanto transbordar, de tudo, quase que não sobrou nada.
Talvez uma mémoria em um momento de fraqueza, talvez um reconhecimento inválido, uma esperança ansiosa, mas morta.
Tem vezes que a gente prefere o excesso, escolhe a sobra. E descobre no final, quando ele chega, que transbordar foi um erro, foi um suícidio. Foi besteira, foi em vão.
E a música ambiente, na padaria, que você nunca ouviu te faz lembrar de coisas que nunca existiram, e é claro, dói.
"Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time"
A dor do que nunca existiu é a que mais deixa feridas. Mas as distrações rumo ao esquecimento estão vindo, e caso você não as interrompa (e este espaço para você está tão aberto, está gritando o seu nome e implorando de joelhos para que você mude isso, um pouco só de atitude) assim vai ser. E, se assim que quer, assim será.
Eu vou, pra não voltar.
"I have a photograph
Preserve your memories, they're all that's left you"
sábado, 30 de janeiro de 2010
She.
As vezes acorda feliz. Outras não.
Ela se esforça dia após dia para sempre conseguir o melhor, quase sempre para ela. De vez em quando, não. E as vezes se arrepende dessas vezes. OUtras não.
Ela lê atrás de algo, como você ensinou. Ela não sabe o quê, mas não cansa de procurar.
Não cansa, não pode se cansar de procurar.
Ela espera sempre o melhor das pessoas para as quais ela deseja o melhor. Quase nunca acontece, porém.
Ela sozinha, é melhor do que com você. Mas ela só quer você, o tempo todo.
Ela se pergunta por quê? E a resposta ela encontra na pergunta.
Quando ela se sente perdida, chove garoa, o céu fica cinza claro.
Mas ela gosta mais das tempestades.
Ela tem esperança no coração. Deseja justiça, deseja paz. E isso é tão vulnerável nela que ela se esquece o tempo todo.
Ela aprende coisas milhares de vezes por dia. As que ela não usa, ela esquece, e as que ela se machucou para aprender, ela nunca vai esquecer.
Ela comprou algumas coisas interessantes, só não sabe para o quê elas servem.
Ela se orgulha da racionalidade, e tem vergonha da emoção.
Ela costuma se distrair com as flores que passam, e isso gera muitos frutos para ela.
Ela se envergonha de muita coisa que fez, mas vai esquecer da vergonha, e vai repetir.
Ela vê as coisas indo e vindo, e se irrita profundamente com isso.
Se ela pudesse, ela te seguraria firme e diria o que você deve fazer. Mas ela não pode.
Ela defende coisas que ela não põe em prática e pratica coisas que ela não defende.
Ela esquece tudo e começa de novo todos os dias.
Ela vê beleza onde não tem, feiura no que tem preconceito.
Ela não tem controle.
Ela se reparte várias vezes.
Ela muda de opinião conforme o que é melhor para ela, como você disse. Ela assume essa verdade.
As vezes, não quer verdade. As vezes quer. E quando você não quer contar, dói. E as vezes ela chora, outras não.
Ela te escreveu uma carta e você não respondeu.
Ela queria que tudo desse certo, e não deu.
Ela pensou de um jeito, e era de outro. Tudo bem, é só continuar.
Algumas questões viram desafio. E ela perde o controle mais uma vez. As vezes isso faz ela sangrar. Outras faz ela desistir.
Sente muito prazer o tempo todo. Assim como você, é isso no fim das contas que importa. Independentemente de como conseguir. E ela não pensa assim.
Ela tem muitas coisas pra te dizer, e acaba dizendo coisas que não quer.
Ela gosta da solidão, mas luta contra. Ela não quer ser aquela estranha que anda sozinha, e sim ser do grupo que aponto e classifical tal.
Ela pensa sobre a angústia e sobre a tristeza. Da alegria e da felicidade ela só se preocupa em sentir.
Ela já atingiu coisas grandes, mas não soube como utilizá-las.
Agora, ela só se preocupa com o estômago.
Ela se deita todos os dias com a vertingem de todas as horas. Nunca se deita sozinha.
Ela sonha tudo que pode sonhar.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Sobre os nascidos quando a cortina desce

Caroline simplesmente ama polenta.
Ela gosta de ficar olhando as pessoas passando na rua em dias chuvosos, como o de hoje, do seu apartamento. Assim, tudo que ela vê quando se pendura na janela são guarda-chuvas visto de cima, dançando timidamente nos andares abaixo.
Na escola algumas professoras confundem seu nome, e ela corrige e se ofende quando isso acontece.
Agora, enquanto eu escrevo isso, ela está sentada no sofá da sua casa nada confortável, lendo uma revista sobre animais-marinhos. E enquanto fica ali, vendo as baleias brancas que pesam mais do que vinte Caroline juntas, as coisas conspiram ao seu favor.
Seu pai, no trabalho, digita letrinhas e números no cubículo onde trabalha, para poder pagar as contas da sua casa, e acaba de descobrir um jeito de ganhar um pouco mais de dinheiro no fim do mês, o que ele investirá colocando Caroline no seu tão pedido curso de desenho, que Caroline aproveitará como nenhuma outra criança de doze anos de lá e onde mais tarde conhecerá Pedro, com quem irá trocar uma maçã e de cuja maçã aflorará uma parceria por toda vida.
E nesse momento, Pedro está assistindo um documentário sobre os insetos noturnos e ficando chocado com a complexidade de coisinhas tão pequenas. Enquanto Pedro assiste o documentário, sua mãe está numa lojinha de tintas para quadros, onde foi comprar suas tintas e viu um pequeno estojo de acrílicas para crianças, e pensou no Pedro.
Penso aqui no Pedro e na Caroline e no talento que eles vão desenvolver. Enquanto isso, escrevo uma história que não sei direito como vai acabar, mas só penso no talento que insisto em desenvolver. Fico empolgada com a possibilidade de escrever algo para crianças aqui, mas isso ficaria para mais tarde, assim que tivesse certeza que um casal com um talento muito desenvolvido estivesse prontos para ilustrar uma história infantil.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Fragmento do diário de João Francisco Bernardo da Silva.

"Ontem à noite eu estava assistindo meu talk-show das 22h, domingo, claro. E foi do nada que uma tosse, mas uma tosse maldita começou a me atacar e eu 'cof, cof, cof ' pra fora. Depois de muita tosse e convencer minha mulher de que não, não tinha engasgado com a saliva ou nada parecido, ela me levou até o hospital público de Santo André onde eu descobri que eu tenho tuberculose. Disseram que eu ia ficar bem, só não disseram por quanto tempo.
Hoje é meu primeiro dia aqui. Estou dividindo o quarto com um velhinho de 76 anos, que parou de falar a alguns dias e não sabem nada do paradeiro dele. Uma mulher vem cuidar dele todo dia, mas hoje parece que a filha dela veio substituir. É uma garota de bochechas grandes, e ela tem um blusa roxa.
Eu afirmo, não há muito que se fazer em um hospital. Você acaba decorando os rebocos da parede do seu quarto e reconhece as horas pelo sol. A garotinha de roxo está agora sentada, lendo. Ela perguntou do meu paradeiro (adoro essa palavra, mas não sei muito bem o que ela significa). Disse pra ela o que aconteceu, e ela sorriu. Ela sorriu várias vezes já, acho que ela não sabe muito bem o que acontece. Todos os médicos e enfermeiros entram aqui com cara de enterro e saem com cara de enterro. Ela não.
Mas o pior foi agora pouco à tarde, quando o velhinho acordou. Ela começou a ajudar ele a dobrar as pernas e os braços e enquanto isso falou que enquanto ele dormia, ele ia pra um "Reino dos Sonhos" onde um tal de Morpheu (esse nome não me é estranho... deve ser nome de carro.) cuidava de um mundo paralelo à esse, o mundo dos sonhos! Ela disse pra ele que quando a gente dorme a gente vai viver lá. Se eu fosse o velhinho teria perguntado porque a gente não lembra dessa outra vida, e como ela tem tanta certeza assim.
Mas eu não sou. Prefiro ficar amuado aqui no meu canto, decorando os rebocos da parede (os lustres desse quarto parece que nunca foram limpos.), e eu sei que ela não teria resposta também pra minha pergunta. Só iria assustá-la, afinal, ela contou a história pra alguém que não pode falar, então não queria nenhuma pergunta.
Agora a garotinha de roxo está cantando uma música em Inglês. "
