sábado, 25 de março de 2017

Vinte e cinco de março de 2017. Sábado, São Bernardo do Campo, ouvindo The Knife, Heartbeats.

A vontade de gritar com alguém dizendo "Essa vida não é completamente maluca??!" é enorme. Uma taça de vinho com Heineken, S-ã-o B-e-r-n-a-r-d-o. Em menos de três anos eu fui pra Patagônia, pro Uruguay, Dinamarca, quem diria, Dinamarca, Itália e o caralho a quatro. Perdi a conta, literalmente, de todos os lugares onde estive. Esfolei a vida viajante até me cansar. Esgotei-me de tanto encanto.
E aqui estou.
Em São Bernardo.
Foi como chapar com alguma droga pela primeira vez. A cabeça dá voltas e voltas, milhões de coisas acontecem e,
de repente você está sóbria.
Mas não é a mesma.
Sabe que não é a mesma. Apesar de tudo ser igual.
Você cresceu, ficou mais forte. Ficou mais sensível.

Foi como viver um livro do Murakami, ou do García Marquez. O mundo em suas mãos, tanto poder, para que mesmo?
Aquele carequinha sábio que te contou que todo momento vazio era um momento lindo de criação. As lembranças são tão surreais que nem parece suas, parecem tiradas de algum filme cult que você assistiu na sua época adolescente.
A solidão dói pra caralho, mas como qualquer outra tristeza, tu sabe que é tão passageira como a alegria.
Menina, tu virou um brutamontes. Uma explosão de sentimentos, de vivências, de histórias pra se contar. Vai com força.

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